Urologia GeralGuia Completo14 min de leitura

Saúde do Homem: Guia Completo de Urologia

Guia completo de urologia geral e saúde masculina: check-up urológico, infecção urinária, incontinência, disfunção erétil, vasectomia, infertilidade masculina, quando consultar um urologista. Dr. Paulo Caldas — Chapecó-SC.

Dr. Paulo CaldasCRM-SC 11141 | RQE 5935

A saúde do homem é um tema que merece atenção redobrada. Dados do Ministério da Saúde revelam que os homens brasileiros vivem, em média, 7 anos menos que as mulheres, e uma das principais razões é a menor adesão a consultas preventivas e rastreamento de doenças. A urologia vai muito além da próstata: abrange todo o trato urinário masculino e feminino, o sistema reprodutor masculino e uma série de condições que afetam a qualidade de vida em todas as fases da vida adulta. Neste guia completo, o Dr. Paulo Caldas (CRM-SC 11141), urologista em Chapecó com formação internacional e mais de 700 procedimentos robóticos, apresenta os principais temas da urologia geral e a importância do acompanhamento preventivo para homens de todas as idades no Oeste de Santa Catarina.

A Importância da Saúde Masculina

Culturalmente, muitos homens brasileiros associam a ida ao médico a fraqueza ou só procuram atendimento quando os sintomas se tornam limitantes. Essa atitude tem consequências graves: doenças que poderiam ser prevenidas ou detectadas precocemente são diagnosticadas em estágios avançados, quando o tratamento é mais complexo, mais oneroso e com piores resultados.

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), do Ministério da Saúde, reconhece que os homens são mais vulneráveis a doenças graves e crônicas, em parte porque evitam serviços de atenção primária. Campanhas como o Novembro Azul (câncer de próstata) e o Movember (saúde masculina global) ajudam a quebrar esse estigma, mas o acompanhamento médico regular continua sendo a medida mais eficaz.

O urologista é o médico especialista na saúde do trato urinário e do sistema reprodutor masculino. Assim como as mulheres consultam o ginecologista regularmente, todo homem deveria ter um urologista de referência para acompanhamento preventivo e tratamento de condições específicas.

Check-up Urológico

O Que Inclui o Check-up

O check-up urológico é uma avaliação completa da saúde do trato urinário e reprodutor masculino. Em uma consulta com o Dr. Paulo Caldas, a avaliação inclui:

  • Anamnese detalhada: Histórico de saúde pessoal e familiar, hábitos de vida, uso de medicamentos, sintomas urinários, função sexual e reprodutiva.
  • Exame físico: Avaliação abdominal, genital (pênis, testículos, epidídimos) e, quando indicado, toque retal para avaliação da próstata.
  • Exames laboratoriais: PSA (para rastreamento de câncer de próstata a partir da idade indicada), creatinina (função renal), urina tipo I, urocultura, glicemia, perfil lipídico e hormonal (testosterona, quando indicado).
  • Exames de imagem: Ultrassonografia de rins, vias urinárias e próstata (quando indicada), urofluxometria em pacientes com sintomas urinários.

Com Que Frequência Realizar

  • Homens de 20-39 anos: Consulta urológica a cada 2-3 anos, ou mais frequente se houver sintomas, histórico de infecções urinárias, varicocele, dúvidas sobre fertilidade ou contracepção (vasectomia).
  • Homens de 40-49 anos: Consulta anual recomendada. Início do rastreamento de câncer de próstata aos 45 anos para homens com fatores de risco (histórico familiar, afrodescendentes).
  • Homens a partir de 50 anos: Consulta urológica anual obrigatória com PSA e avaliação prostática para todos. Avaliação de sintomas urinários, função sexual e saúde geral.

Infecção Urinária no Homem

Causas e Sintomas

Embora a infecção do trato urinário (ITU) seja mais comum em mulheres, ela também afeta homens — especialmente após os 50 anos, quando o crescimento prostático pode causar retenção urinária e favorecer a proliferação bacteriana. Em homens jovens, a ITU é incomum e, quando ocorre, deve ser investigada para descartar anomalias anatômicas ou funcionais do trato urinário.

Sintomas típicos incluem:

  • Disúria (dor ou ardência ao urinar)
  • Polaciúria (aumento da frequência urinária)
  • Urgência miccional
  • Urina turva ou com odor fétido
  • Dor suprapúbica (na região inferior do abdome)
  • Hematúria (sangue na urina)
  • Em casos de pielonefrite (infecção renal): febre, calafrios, dor lombar

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é feito por exame de urina (tipo I e urocultura com antibiograma), que identifica a bactéria causadora e os antibióticos eficazes. O tratamento consiste em antibioticoterapia direcionada, com duração de 7-14 dias para ITU em homens (mais longa que em mulheres, devido à possibilidade de envolvimento prostático).

Em homens com ITU recorrente, a investigação urológica completa é indispensável: ultrassonografia, urofluxometria, resíduo pós-miccional e, em casos selecionados, uretrocistoscopia e estudo urodinâmico para identificar fatores predisponentes como HPB, estenose de uretra ou disfunção vesical.

Incontinência Urinária Masculina

Tipos de Incontinência

A incontinência urinária — perda involuntária de urina — é mais prevalente do que se imagina em homens e causa impacto significativo na qualidade de vida, autoestima e socialização. Os principais tipos são:

  • Incontinência de esforço: Perda de urina durante esforços físicos (tossir, espirrar, levantar peso, caminhar). Mais comum após prostatectomia radical. Resulta da fraqueza do esfíncter urinário externo.
  • Incontinência de urgência (bexiga hiperativa): Perda de urina precedida por urgência intensa e incontrolável de urinar. Pode estar associada a HPB, doenças neurológicas ou ser idiopática.
  • Incontinência por transbordamento: Perda de urina por gotejamento quando a bexiga está cronicamente cheia e distendida, geralmente por obstrução prostática ou disfunção vesical.

Tratamento da Incontinência

  • Fisioterapia do assoalho pélvico: Exercícios de Kegel e biofeedback são a primeira linha de tratamento para incontinência de esforço pós-prostatectomia, com melhora em até 90% dos pacientes.
  • Tratamento medicamentoso: Anticolinérgicos (oxibutinina, tolterodina) e agonistas beta-3 (mirabegrona) para bexiga hiperativa.
  • Sling masculino: Faixa cirúrgica suburetral para incontinência de esforço moderada, com taxas de cura de 60-80%.
  • Esfíncter urinário artificial (AMS 800): Padrão-ouro para incontinência grave pós-prostatectomia, com taxas de sucesso superiores a 90%.
  • Neuromodulação sacral: Para bexiga hiperativa refratária ao tratamento medicamentoso.

Disfunção Erétil

A disfunção erétil (DE) — incapacidade persistente de obter ou manter uma ereção suficiente para relação sexual satisfatória — afeta cerca de 50% dos homens brasileiros entre 40 e 70 anos em algum grau. Não é uma consequência inevitável do envelhecimento e, na maioria dos casos, é tratável. Além disso, pode ser um marcador precoce de doenças cardiovasculares, antecedendo eventos como infarto em até 3-5 anos.

Causas da Disfunção Erétil

A ereção é um fenômeno neurovascular complexo que depende da integridade de vasos sanguíneos, nervos, hormônios e fatores psicológicos. As causas mais comuns de DE são:

  • Vasculares: Aterosclerose, hipertensão, dislipidemia, diabetes. As artérias penianas têm diâmetro menor que as coronárias, por isso são as primeiras a apresentar comprometimento aterosclerótico.
  • Neurológicas: Diabetes (neuropatia), esclerose múltipla, lesão medular, pós-prostatectomia (lesão dos nervos cavernosos).
  • Hormonais: Hipogonadismo (deficiência de testosterona), hiperprolactinemia, disfunções tireoidianas.
  • Medicamentosas: Anti-hipertensivos (betabloqueadores, tiazídicos), antidepressivos (ISRS), antiandrogênicos.
  • Psicológicas: Ansiedade de desempenho, depressão, estresse, problemas de relacionamento. Mais comuns em homens jovens.
  • Estilo de vida: Tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, obesidade.

Tratamento da Disfunção Erétil

O tratamento segue uma abordagem escalonada:

  • Mudanças no estilo de vida: Exercício físico regular, perda de peso, cessação do tabagismo e redução do consumo de álcool. Exercício aeróbico por 150 minutos semanais pode melhorar a função erétil significativamente.
  • Inibidores da PDE5 (primeira linha): Sildenafila, tadalafila, vardenafila. Eficácia de 60-80%. Contraindicados em uso de nitratos.
  • Terapia intracavernosa: Injeção de medicamentos vasoativos (alprostadil, papaverina, fentolamina) diretamente nos corpos cavernosos. Eficácia superior a 85%.
  • Terapia por ondas de choque (Li-ESWT): Estimula a neoangiogênese (formação de novos vasos) nos corpos cavernosos. Indicada para DE leve a moderada de origem vascular.
  • Prótese peniana: Implante cirúrgico de prótese inflável ou semirrígida. Indicada quando outros tratamentos falham. Taxas de satisfação superiores a 90% entre pacientes e parceiras.
  • Reposição de testosterona: Quando a DE está associada a hipogonadismo confirmado laboratorialmente.

Vasectomia

Como Funciona a Vasectomia

A vasectomia é o método contraceptivo definitivo masculino mais eficaz (taxa de falha inferior a 0,1%) e um dos procedimentos urológicos mais realizados no mundo. Consiste na secção e oclusão dos ductos deferentes — canais que transportam os espermatozoides dos testículos até a uretra — impedindo que os espermatozoides alcancem o sêmen ejaculado.

O procedimento é ambulatorial, realizado sob anestesia local, com duração de 15-30 minutos. A técnica moderna (vasectomia sem bisturi) utiliza uma punção mínima no escroto, sem incisões convencionais, com menor sangramento, menor risco de infecção e recuperação mais rápida. O paciente retorna às atividades leves em 2-3 dias e às atividades físicas intensas em 7-10 dias.

Importante: a vasectomia não é imediatamente eficaz. São necessárias aproximadamente 20 ejaculações ou 3 meses (o que vier primeiro) para eliminação dos espermatozoides residuais. Um espermograma de controle deve confirmar azoospermia (ausência de espermatozoides) antes de abandonar outros métodos contraceptivos.

Mitos Sobre a Vasectomia

  • Mito: "Vasectomia causa impotência" — Verdade: A vasectomia não afeta a produção de testosterona, o desejo sexual, a ereção ou o orgasmo. A ejaculação ocorre normalmente — o volume do ejaculado reduz apenas 2-5% (a fração que seria dos espermatozoides).
  • Mito: "Vasectomia é irreversível" — Verdade: A reversão (vasovasostomia) é tecnicamente possível, mas as taxas de sucesso diminuem com o tempo (melhores resultados quando realizada em até 10 anos). A vasectomia deve ser considerada definitiva.
  • Mito: "Vasectomia causa câncer de próstata" — Verdade: Grandes estudos epidemiológicos não demonstram associação entre vasectomia e aumento do risco de câncer de próstata.
  • Mito: "Vasectomia engorda" — Verdade: Não há alteração hormonal que cause ganho de peso. Eventuais mudanças são coincidentes com alterações no estilo de vida.

Infertilidade Masculina

Estima-se que 15% dos casais em idade reprodutiva enfrentem dificuldade para conceber após 12 meses de relações desprotegidas. O fator masculino é responsável, isoladamente ou em combinação, por cerca de 50% dos casos de infertilidade conjugal. A avaliação urológica do homem é, portanto, parte indispensável da investigação de qualquer casal infértil.

Causas da Infertilidade Masculina

  • Varicocele: Dilatação das veias do plexo pampiniforme testicular. É a causa tratável mais comum de infertilidade masculina, encontrada em até 40% dos homens inférteis. O aumento da temperatura testicular e o refluxo de metabólitos tóxicos comprometem a espermatogênese.
  • Distúrbios hormonais: Hipogonadismo hipogonadotrófico (deficiência de LH/FSH), hiperprolactinemia, disfunção tireoidiana.
  • Causas obstrutivas: Agenesia de ductos deferentes (associada a mutações do gene CFTR), obstrução epididimária pós-infecciosa, pós-vasectomia.
  • Causas genéticas: Síndrome de Klinefelter (47,XXY), microdeleções do cromossomo Y, translocações cromossômicas.
  • Criptorquidia: Histórico de testículo(s) não descido(s) na infância compromete a espermatogênese permanentemente se não corrigido precocemente.
  • Fatores de estilo de vida: Tabagismo, uso de anabolizantes (suprimem drasticamente a produção de espermatozoides), obesidade, exposição a calor excessivo, estresse.
  • Idiopática: Em até 30% dos casos, a causa não é identificada apesar de investigação completa.

Investigação e Tratamento

A investigação do homem infértil começa com o espermograma (análise do sêmen), que avalia volume, concentração, motilidade e morfologia dos espermatozoides, conforme critérios da OMS. Exames complementares podem incluir dosagens hormonais (FSH, LH, testosterona, prolactina), ultrassonografia testicular com Doppler (para varicocele), cariótipo e pesquisa de microdeleções do Y.

O tratamento é direcionado à causa:

  • Varicocelectomia: Correção cirúrgica (preferencialmente microcirúrgica subinguinal) da varicocele melhora os parâmetros seminais em 60-70% dos casos.
  • Tratamento hormonal: Gonadotrofinas para hipogonadismo hipogonadotrófico, cabergolina para hiperprolactinemia.
  • Cessação de anabolizantes: A produção espermática pode se recuperar em 6-12 meses após suspensão, por vezes com auxílio de medicamentos como clomifeno.
  • Técnicas de reprodução assistida: Inseminação intrauterina (IIU), fertilização in vitro (FIV) ou injeção intracitoplasmática de espermatozoide (ICSI) para casos refratários ou com azoospermia.

Quando Procurar um Urologista

A consulta urológica é recomendada nas seguintes situações — mesmo na ausência de sintomas graves:

  • Completar 50 anos (ou 45 com fatores de risco) para rastreamento de câncer de próstata
  • Qualquer alteração na micção: jato fraco, dificuldade, frequência aumentada, noctúria
  • Sangue na urina ou no sêmen
  • Disfunção erétil persistente
  • Dor testicular ou nódulo no testículo
  • Interesse em vasectomia
  • Dificuldade para engravidar a parceira após 12 meses de tentativas
  • Infecções urinárias recorrentes
  • Incontinência urinária
  • Cólica renal ou histórico de cálculos renais
  • Dor pélvica ou perineal crônica

Medicina Preventiva e Estilo de Vida

A melhor medicina é a preventiva. Hábitos saudáveis reduzem significativamente o risco de doenças urológicas e melhoram os resultados do tratamento quando necessário:

  • Atividade física regular: 150 minutos de exercício aeróbico por semana reduzem o risco de HPB sintomática, disfunção erétil e cálculos renais, além de melhorar a saúde cardiovascular e metabólica.
  • Alimentação equilibrada: Dieta rica em frutas, vegetais, grãos integrais e pobre em ultraprocessados. O padrão mediterrâneo está associado a menor risco de câncer de próstata agressivo.
  • Hidratação adequada: 2,5-3 litros de líquidos por dia para prevenção de cálculos renais e infecções urinárias.
  • Não fumar: O tabagismo é fator de risco para câncer de bexiga, câncer renal, disfunção erétil e complicações pós-operatórias.
  • Moderação no consumo de álcool: O consumo excessivo afeta a função sexual, hepática e aumenta o risco de diversos cânceres.
  • Controle do peso: A obesidade está associada a HPB, câncer de próstata agressivo, cálculos renais, disfunção erétil e infertilidade.
  • Evitar anabolizantes: O uso de esteroides anabolizantes suprime a produção de testosterona e espermatozoides, podendo causar infertilidade persistente e hipogonadismo.

Urologia em Chapecó

O Dr. Paulo Caldas oferece atendimento urológico completo em Chapecó, abrangendo desde o check-up preventivo e o manejo clínico de condições benignas até o tratamento cirúrgico de alta complexidade, incluindo a cirurgia robótica com o sistema Da Vinci, disponível no Hospital Unimed Chapecó desde janeiro de 2026.

Com graduação em Medicina pela Universidade de Passo Fundo, Residência em Urologia em Porto Alegre, Mestrado pela UFPR e experiência internacional em centros como University Health Network (Toronto), Minnesota, Miami Cancer Institute e Barcelona, o Dr. Paulo reúne formação acadêmica de excelência e mais de 700 procedimentos robóticos realizados. Sua filosofia de trabalho é clara: "Crescer rápido não pode significar crescer sem critério."

Pacientes de Chapecó, Xanxerê, Concórdia, São Miguel do Oeste, Joaçaba e de toda a macrorregião Oeste de Santa Catarina agora contam com acesso a urologia de excelência sem precisar se deslocar a grandes centros.

Conclusão

Cuidar da saúde urológica é cuidar da qualidade de vida como um todo. Infecções urinárias, incontinência, disfunção erétil, infertilidade e doenças da próstata são condições tratáveis — muitas vezes preveníveis — quando há acompanhamento médico adequado. O primeiro passo é agendar uma consulta com um urologista de confiança.

Agende seu check-up urológico com o Dr. Paulo Caldas e invista na sua saúde. Com experiência, formação internacional e tecnologia de ponta, ele oferece atendimento humanizado e de excelência para homens de todas as idades em Chapecó e no Oeste catarinense.

Disclaimer: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Agende uma avaliação com o Dr. Paulo Caldas para orientação personalizada.

Cuide da sua saúde urológica

Agende seu check-up urológico com o Dr. Paulo Caldas. Prevenção é o melhor caminho.

Artigos Relacionados