Hiperplasia Prostática Benigna (HPB): Causas e Tratamentos
Guia completo sobre HPB: o que é, prevalência, sintomas urinários, diagnóstico e tratamentos — de medicamentos a laser e cirurgia robótica. Dr. Paulo Caldas, urologista em Chapecó.
Introdução
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) é o crescimento não-canceroso da glândula prostática que afeta a grande maioria dos homens à medida que envelhecem. Apesar de benigna, a HPB pode causar sintomas urinários significativos que impactam diretamente a qualidade de vida.
Neste artigo, o Dr. Paulo Caldas (CRM-SC 11141), urologista em Chapecó, explica em detalhes o que é a HPB, como ela se manifesta, como é diagnosticada e quais são as opções de tratamento disponíveis, desde medicamentos até procedimentos minimamente invasivos e cirúrgicos.
O Que é a HPB
A próstata é uma glândula do tamanho de uma noz localizada abaixo da bexiga, envolvendo a uretra (o canal por onde a urina passa). A partir dos 40-50 anos, as células da zona de transição da próstata começam a se multiplicar, causando um aumento progressivo do volume da glândula.
Esse crescimento comprime a uretra, criando uma obstrução mecânica ao fluxo urinário. Além disso, o componente muscular liso da próstata pode se contrair, adicionando um componente dinâmico à obstrução. A combinação desses dois fatores é responsável pelos sintomas urinários característicos da HPB.
É fundamental enfatizar que a HPB é uma condição benigna: não é câncer e não se transforma em câncer. No entanto, a HPB e o câncer de próstata podem coexistir no mesmo paciente, o que reforça a importância do acompanhamento urológico regular.
Prevalência
A HPB é extraordinariamente comum. Estudos histológicos mostram que a prevalência aumenta progressivamente com a idade: afeta cerca de 50% dos homens aos 50 anos, 70% aos 60 anos e mais de 90% dos homens acima de 80 anos. Nem todos os homens com HPB histológica apresentam sintomas, mas estima-se que 50% dos homens com HPB desenvolvam sintomas significativos ao longo da vida.
No Brasil, a HPB é uma das condições urológicas mais frequentes nos consultórios. Em Chapecó e no Oeste de SC, onde a população masculina tem envelhecido progressivamente, a demanda por tratamento de HPB é crescente. O Dr. Paulo Caldas atende diariamente pacientes com essa condição, oferecendo desde o manejo conservador até as opções cirúrgicas mais modernas.
Sintomas (LUTS)
Os sintomas causados pela HPB são classificados como LUTS (Lower Urinary Tract Symptoms, ou Sintomas do Trato Urinário Inferior) e dividem-se em dois grupos:
Sintomas obstrutivos (de esvaziamento):
- Jato urinário fraco ou fino
- Hesitação (demora para iniciar a micção)
- Intermitência (jato que para e recomeça)
- Esforço para urinar
- Sensação de esvaziamento incompleto da bexiga
- Gotejamento terminal
Sintomas irritativos (de armazenamento):
- Urgência urinária (vontade repentina e intensa de urinar)
- Aumento da frequência urinária diurna (polaciúria)
- Noctúria (acordar várias vezes à noite para urinar)
- Incontinência de urgência
A gravidade dos sintomas é avaliada pelo questionário IPSS (International Prostate Symptom Score), uma ferramenta validada internacionalmente que pontua os sintomas de 0 a 35, sendo classificados como leves (0-7), moderados (8-19) ou graves (20-35).
Diagnóstico
O diagnóstico da HPB é clínico e envolve a combinação de história clínica detalhada, exame físico (incluindo toque retal para avaliar o tamanho e a consistência da próstata) e exames complementares:
- PSA: para excluir câncer de próstata concomitante
- Ultrassonografia: avalia o volume prostático e o resíduo pós-miccional (urina que permanece na bexiga após urinar)
- Urofluxometria: mede o fluxo urinário objetivamente, confirmando a obstrução
- Exame de urina: exclui infecção urinária e hematúria
- Creatinina: avalia a função renal, que pode ser comprometida em casos graves de obstrução
Em casos selecionados, pode ser necessário estudo urodinâmico completo para diferenciação entre obstrução prostática e disfunção vesical.
Tratamento Medicamentoso
O tratamento inicial da HPB sintomática é, na maioria dos casos, medicamentoso. As principais classes de medicamentos incluem:
- Alfa-bloqueadores (tansulosina, doxazosina, silodosina): relaxam a musculatura lisa da próstata e do colo vesical, aliviando o componente dinâmico da obstrução. O efeito é rápido, percebido em dias. Efeitos colaterais: tontura, hipotensão postural, ejaculação retrógrada.
- Inibidores da 5-alfa-redutase (finasterida, dutasterida): bloqueiam a conversão de testosterona em dihidrotestosterona (DHT), reduzindo progressivamente o volume da próstata em 20-30%. O efeito demora 3-6 meses para ser notado. São especialmente úteis em próstatas volumosas (acima de 40g).
- Terapia combinada: a associação de alfa-bloqueador com inibidor da 5-alfa-redutase (ex: dutasterida + tansulosina) demonstrou superioridade sobre monoterapia em estudos de longo prazo como o CombAT e o MTOPS.
- Antimuscarínicos e mirabegrona: para pacientes com predomínio de sintomas de armazenamento (urgência, frequência).
- Tadalafila 5mg diária: aprovada para HPB com ou sem disfunção erétil concomitante, atuando no relaxamento da musculatura lisa vesico-prostática.
Tratamentos Minimamente Invasivos
Para pacientes que não respondem ao tratamento medicamentoso ou desejam uma alternativa à cirurgia tradicional, existem opções minimamente invasivas:
- Enucleação prostática a laser (HoLEP): considerado o padrão-ouro para próstatas de qualquer tamanho. Utiliza laser de Holmium para enuclear o tecido adenomatoso, com resultados duráveis e excelente perfil de segurança.
- Vaporização prostática a laser (PVP — GreenLight): utiliza laser de alta potência para vaporizar o tecido obstrutivo. Indicada especialmente para pacientes em uso de anticoagulantes.
- UroLift (Prostatic Urethral Lift): dispositivo implantável que afasta os lobos prostáticos, desobstruindo a uretra sem remoção de tecido. Preserva a função ejaculatória. Indicado para próstatas de até 80g sem lobo mediano proeminente.
- Rezum (Water Vapor Therapy): utiliza vapor d'água estéril para destruir o tecido prostático obstrutivo. Procedimento ambulatorial com preservação da função sexual.
Tratamento Cirúrgico
A cirurgia permanece indicada para casos refratários ao tratamento clínico ou quando há complicações. As opções incluem:
- Ressecção transuretral da próstata (RTU-P): técnica endoscópica clássica, por via uretral, para próstatas de até 80g.
- Prostatectomia simples (transvesical ou retropúbica): para próstatas muito volumosas (acima de 80-100g). Pode ser realizada por via aberta ou robótica.
- Prostatectomia simples robótica (Millin robótica): a versão robótica da prostatectomia simples oferece os benefícios da cirurgia minimamente invasiva (menos sangramento, recuperação mais rápida) para próstatas muito grandes.
Quando o Tratamento Cirúrgico é Indicado
As indicações absolutas para intervenção cirúrgica na HPB incluem:
- Retenção urinária refratária (impossibilidade de urinar mesmo com sonda)
- Infecções urinárias de repetição causadas pela obstrução
- Cálculos vesicais secundários à HPB
- Hematúria (sangramento) recorrente de origem prostática
- Insuficiência renal secundária à obstrução (uropatia obstrutiva)
- Divertículos vesicais grandes
Além dessas, a cirurgia pode ser indicada para pacientes com sintomas moderados a graves que não obtêm alívio satisfatório com medicamentos ou que preferem uma solução definitiva.
Conclusão
A HPB é uma condição extremamente comum que afeta a maioria dos homens ao longo da vida. Com o avanço das opções terapêuticas — desde medicamentos eficazes até procedimentos a laser e cirurgia robótica — é possível tratar essa condição com excelentes resultados e mínimo impacto na qualidade de vida.
Se você apresenta sintomas urinários como jato fraco, urgência ou noctúria, não normalize essas queixas. Agende uma consulta com o Dr. Paulo Caldas em Chapecó e descubra a melhor opção de tratamento para o seu caso. O Oeste de SC conta com todas as tecnologias necessárias para tratar a HPB com excelência.
Disclaimer: Este conteúdo é informativo e não substitui a consulta médica. Agende uma avaliação com o Dr. Paulo Caldas para orientação personalizada.
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